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Alemanha

Frankfurt am Main: capital financeira da Alemanha e sede do Banco Central Europeu

Guia brasileiro em Frankfurt

Frankfurt am Main, no estado alemão de Hesse, é uma cidade de contrastes marcantes: capital financeira da Alemanha e sede do Banco Central Europeu, a cidade combina um dos horizontes de arranha-céus mais imponentes do continente — apelidado carinhosamente de “Mainhattan” — com um pequeno e charmoso centro histórico reconstruído após a Segunda Guerra Mundial, testemunho de mais de mil anos como uma das cidades mais politicamente importantes do Sacro Império Romano-Germânico.

Frankfurt am Main: capital financeira da Alemanha e sede do Banco Central Europeu
Frankfurt am Main: capital financeira da Alemanha e sede do Banco Central Europeu

A cidade é perfeita para ser explorada a pé. Suas praças históricas, o rio Meno cortando o centro e o contraste entre arquitetura medieval reconstruída e torres de vidro modernas fazem de Frankfurt um destino que surpreende quem espera encontrar apenas uma cidade de negócios. Frankfurt: Entre a Coroa Imperial e os Arranha-Céus

Se você está planejando uma visita, aqui está um guia com as principais atrações de Frankfurt. Você descobrirá os principais pontos turísticos da cidade, começando pelo Römerberg e passando por marcos icônicos como a Catedral Imperial, a Paulskirche e a Casa de Goethe.

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História de Frankfurt

A história de Frankfurt é, em boa parte, a história de uma cidade que, sem nunca ter sido capital permanente de um reino, se tornou um dos centros de poder mais importantes da Europa — o lugar onde imperadores eram escolhidos e coroados, mesmo residindo em outros lugares.

Da travessia franca à corte carolíngia

A ocupação da região remonta a assentamentos celtas e germânicos já no século I a.C., com vestígios romanos datados dos séculos I e II d.C. O próprio nome da cidade — “Frankfurt”, ou “vau (travessia) dos francos” — teria surgido por volta do ano 500, quando os francos, avançando para o sul, teriam atravessado o rio Meno exatamente nesse ponto, então em confronto com os alamanos. A primeira menção escrita da cidade, sob o nome de “Franconofurd”, aparece em um documento de Carlos Magno datado de 22 de fevereiro de 794, embora escavações arqueológicas indiquem ocupação contínua da colina onde hoje está a Catedral desde cerca de 3000 a.C.

Ao longo do século IX, Frankfurt se consolidou como um dos principais “Pfalz” (residências reais itinerantes) dos reis carolíngios do leste da Francônia, sediando assembleias e concílios religiosos importantes — foi em uma igreja local, em 1147, que Bernardo de Claraval pregou a Segunda Cruzada. Em 1220, a cidade recebeu o status de cidade livre imperial, e por volta de 1250 já experimentava expansão territorial e crescimento econômico significativos sob os imperadores da dinastia Hohenstaufen.

A Bula de Ouro e o papel de “capital eleitoral” do Império

O capítulo mais decisivo da história política de Frankfurt aconteceu em 1356, quando o imperador Carlos IV promulgou a chamada Bula de Ouro, documento que estabeleceu formalmente Frankfurt como sede permanente e exclusiva da eleição dos reis dos romanos — título que, na prática, correspondia à escolha do futuro imperador do Sacro Império Romano-Germânico. A partir de 1562, a cidade passou a sediar também as próprias cerimônias de coroação, papel que exerceu ininterruptamente até 1792.

Em 1372, Frankfurt conquistou ainda o status de Cidade Livre Imperial (Freie und Reichsstadt), subordinada diretamente ao imperador e não a qualquer príncipe territorial — uma condição de autonomia rara que garantia autogoverno, independência judicial e isenção de obrigações feudais. Foi justamente esse duplo papel — sede de eleições e coroações imperiais, ao mesmo tempo cidade autônoma — que atraiu para Frankfurt nobres, intelectuais e artistas ao longo de séculos, consolidando seu prestígio dentro da estrutura descentralizada do Império.

O Römerberg e a vocação comercial

Desde o século IX, a praça hoje conhecida como Römerberg já funcionava como principal mercado da cidade, sediando feiras regulares, torneios e celebrações públicas. Em 1240, o imperador Frederico II concedeu privilégios comerciais formais a Frankfurt, e por volta do século XIV suas feiras semestrais de primavera e outono — as “Messen” — atingiram seu auge medieval, atraindo até 40 mil visitantes de toda a Europa, incluindo mercadores da Itália e da França, e consolidando a cidade como “o mercado da Alemanha”. Essa vocação comercial e feirística, aliás, nunca desapareceu: a Feira do Livro de Frankfurt, criada ainda no século XV, é hoje a maior feira de livros do mundo, e a cidade permanece sede de dezenas de feiras internacionais de negócios ao longo do ano.

Por volta de 1405, a cidade adquiriu o edifício conhecido como Römer, que passou a servir como sede do governo municipal e local de recepção a imperadores — sua Kaisersaal (Sala Imperial), no segundo andar, ainda exibe retratos dos 52 imperadores do Sacro Império, e foi ali que se realizaram os banquetes de coroação a partir de 1612.

Guerras, peste e a Paz de Vestfália

Ao longo dos séculos XVI e XVII, Frankfurt enfrentou períodos de forte instabilidade: a Guerra dos Trinta Anos trouxe destruição a boa parte da região alemã, e a peste voltou a assolar a cidade em diferentes ondas. Ainda assim, Frankfurt conseguiu atravessar essas crises com relativa resiliência institucional, e em 1648, com a assinatura da Paz de Vestfália, teve sua condição de Cidade Livre Imperial formalmente reconfirmada, entrando em seguida em um novo período de prosperidade comercial.

No final do período medieval, a comunidade judaica de Frankfurt cresceu significativamente, reforçada por levas de imigrantes vindos de Nuremberg a partir de 1498 — o que tornaria, ao longo dos séculos seguintes, Frankfurt a principal comunidade judaica do Império, concentrada em um dos maiores e mais superpovoados guetos judeus da Europa.

O fim da cidade livre e a era napoleônica

A condição de Cidade Livre Imperial, que havia definido a identidade política de Frankfurt por mais de quatro séculos, começou a ruir com as Guerras Napoleônicas: em 1792, tropas revolucionárias francesas ocuparam brevemente a cidade, e em janeiro de 1806 o general Augereau tomou Frankfurt novamente, extorquindo 4 milhões de francos das autoridades locais. Ainda em 1806, a cidade perdeu definitivamente seu status de cidade livre, sendo entregue ao arcebispo-eleitor Karl Theodor von Dalberg. Frankfurt seria posteriormente restaurada como cidade livre após o Congresso de Viena, condição que manteria até ser anexada pela Prússia em 1866, na sequência da Guerra Austro-Prussiana.

A Paulskirche e o berço da democracia alemã

Em 1848 e 1849, em meio às revoluções liberais que varreram a Europa, Frankfurt viveu um de seus momentos mais simbólicos: a Paulskirche (Igreja de São Paulo) sediou a primeira assembleia nacional alemã livremente eleita, reunindo delegados de toda a Confederação Germânica na tentativa de redigir uma constituição unificada e liberal para a Alemanha. Embora o movimento tenha fracassado politicamente na época, o episódio é hoje celebrado como o marco fundador do constitucionalismo democrático alemão, e a Paulskirche permanece, até os dias atuais, um símbolo nacional da democracia no país.

Destruição na Segunda Guerra e reconstrução

Até a Segunda Guerra Mundial, a Altstadt (cidade velha) de Frankfurt, que havia se desenvolvido ao redor do antigo castelo imperial, era considerada a maior cidade medieval ainda intacta de toda a Alemanha. Os bombardeios aliados de 1944, no entanto, destruíram a maior parte desse conjunto histórico. No pós-guerra, diferentemente de muitas outras cidades alemãs, que optaram por reconstruções inteiramente modernas, os planejadores urbanos de Frankfurt buscaram restaurar cuidadosamente os edifícios mais simbólicos do Römerberg à sua aparência original — um processo de reconstrução minuciosa que se estenderia, em alguns casos, até décadas mais recentes, como no caso do próprio conjunto do Neue Altstadt, finalizado apenas em 2018.

No período pós-guerra, Frankfurt se consolidou definitivamente como capital financeira da Alemanha Ocidental e, após a reunificação, do país reunificado — um papel reforçado pela chegada do Banco Central Europeu à cidade em 1998, e que deu origem ao inconfundível horizonte de arranha-céus que hoje contrasta com o pequeno núcleo histórico reconstruído ao seu redor.

Curiosidade: Frankfurt é a cidade natal de Johann Wolfgang von Goethe, o mais influente escritor da língua alemã, nascido ali em 1749. Sua casa natal, na Großer Hirschgraben, foi cuidadosamente restaurada após a guerra e é hoje um dos museus literários mais visitados da Alemanha.

O que fazer em Frankfurt – Principais Atrações:

1. Römerberg e o Römer

O Römerberg é o coração histórico de Frankfurt, cercado por casas de enxaimel reconstruídas com fachadas de frontões escalonados. No centro do conjunto está o Römer, sede da prefeitura desde o século XV, cuja Kaisersaal exibe os retratos dos 52 imperadores do Sacro Império que ali foram celebrados ao longo dos séculos. Apenas a fachada do edifício sobreviveu aos bombardeios da Segunda Guerra; o interior atual é uma reconstrução cuidadosa do pós-guerra.

2. Catedral Imperial de São Bartolomeu (Kaiserdom)

A maior igreja de Frankfurt, erguida em estilo gótico com sua torre em pedra vermelha, foi por séculos o local onde ocorriam as eleições e, a partir de 1562, as próprias coroações dos imperadores do Sacro Império. Seu museu anexo (Dommuseum) conta a história dessas cerimônias e da própria construção do templo.

3. Paulskirche

De arquitetura circular inconfundível, a Paulskirche é hoje memorial, sala de exposições e espaço cívico dedicado à história do constitucionalismo alemão, celebrando o papel da cidade como sede da primeira assembleia nacional livremente eleita da Alemanha, em 1848-49. Uma exposição digital gratuita na galeria do edifício apresenta essa história em detalhe.

4. Museumsufer e o Museu Städel

Ao longo da margem sul do rio Meno, o chamado Museumsufer reúne quinze museus em sequência, formando um dos mais importantes conjuntos culturais da Alemanha. O destaque é o Museu Städel, fundado em 1815, que reúne cerca de 3.100 pinturas que vão da Idade Média à arte contemporânea, incluindo obras de Botticelli, Rembrandt, Vermeer, Monet e Picasso — complementado por sua moderna extensão subterrânea, inaugurada em 2012.

5. Casa de Goethe e Sachsenhausen

A Goethe-Haus, na Großer Hirschgraben, preserva a casa natal de Johann Wolfgang von Goethe, incluindo a escrivaninha onde ele redigiu as primeiras versões de “Fausto” e “Os Sofrimentos do Jovem Werther”. Já o bairro de Sachsenhausen, do outro lado do rio, é o point tradicional para experimentar o Apfelwein (vinho de maçã), bebida símbolo do estado de Hesse, em suas tabernas históricas de ruas de paralelepípedo.

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    Janeiro 1, 1970
  • star rating  Durante meses pesquisei como chegar ao Castelo de Neuschwanstein....particularmente não achei algo tão simples de se fazer sozinho e foi ai que achei a German Routes! Eles contam com roteiros... read more

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    Fevereiro 28, 2020

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    marianamX2877FH
    Janeiro 1, 1970
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    O2293OFivans
    Março 16, 2022

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    Agosto 24, 2020

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